segunda-feira, 12 de julho de 2010

Me pergunte "O quê?" ao invés de "Por quê?"


Olha só: por mais que quase todos os manuais de RH e Administração falem e repitam sobre não procurar culpados e sim resolver as situações, essa prática ainda continua sendo muito usada.

Seguindo a recomendação do título, não explorarei os motivos, mas o que acontece e quais os possíveis caminhos.

Como se surgisse um alívio pelo fato de descobrir-se o motivo ou mesmo quem foi o culpado por um determinado incidente, acaba-se gastando tanta energia nessa tarefa investigativa/acusatória que pouco sobra para resolver o problema. Já observei empresas em que a prática do "por quê? quem?" é tão difundida que se desenvolvem longos debates e acusações abertas. Quando o bate-boca termina, as pessoas estão tão esgotadas que todos se calam. E o problema? Não é solucionado.

Perguntar o que está acontecendo e como solucionar o problema acaba por elevar o mesmo ao título de desafio. Quando desafio, é muito mais atraente solucioná-lo. Ninguém quer resolver um problema que o outro causou. Mas um desafio...este sim é um prato cheio para as pessoas que realmente buscam um algo a mais no seu dia a dia da empresa.

Deixe o por quê para mais tarde. Para depois que o desafio estiver superado. Aí sim descubra as causas...se é que isso ainda será importante.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Quem é que decide?

Quando se é pequeno, a mãe diz o que pode ou não pode fazer. Depois crescemos e o chefe diz o que pode ou não. Tem as regras da empresa, tem o código de ética.
Alguém se lembra de quando você perguntou a sua mãe o que fazer e ela disse "você é quem sabe, meu filho. Você decide sobre isso". Pânico.
Muitas vezes sentimos que as bases que uma empresa ou chefe ou qualquer figura normativa nos fornece são aprisionadoras. Mas será que sabemos viver em liberdade?
Sabemos, por conta própria, decidir a que horas acordar em uma segunda-feira ou quando podemos ou não ver um filme ou até mesmo quando podemos dar um passo mais arriscado ou não?
Hoje ouvi no rádio uma pontuação sobre o medo das pessoas em perder o emprego. Está em cerca de 88 pontos. O índice mais alto até hoje foi em 1999, algo como 102 ou 112 pontos. E por que tanto medo? Será somente porque as pessoas perderão seu sustento inicial ou principalmente porque perderão quem dê as bases para seu ser e seu viver?
Creio que vale exercitar. Pensar sinceramente sobre qual seria sua decisão em determinado tema, quais seriam suas bases internas, suas próprias regras. O quão flexíveis ou não seriam as mesmas. O quanto você seria mais ou menos rigoroso consigo próprio do que todos os que até agora foram.
Conhecer a si mesmo e questionar onde estão suas verdadeiras prisões: aí na sua escrivaninha ou dentro de você?

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Tempo e Liberdade


Em alguns momentos da vida, principalmente durante épocas de mudança, tudo ao meu redor parece uma bagunça. Eu sei que há muito para fazer e a lembrança de cada um dos itens me vem à cabeça nos piores momentos possíveis: aqueles em que não posso fazer nada.

Parece que o dia passa voando enquanto eu apago incêndios. A ansiedade e a sensação de que algo está fora do lugar são constantes nesses dias e quando algo fora do programado "pinta", é a gota d´água para uma eventual explosão.

Diante do caos, me lembrei de uma receita básica da administração do tempo: a agenda!

Comecei no domingo anotando tudo que precisaria fazer durante a semana, incluindo ligações para a família, a hora da ginástica, emails que precisavam ser enviados.

Listei para a segunda o que poderia ser feito a partir da hora de levantar até ir dormir, todas as tarefas. Para minha surpresa, aquilo que eu anteriormente consideraria uma prisão está sendo libertador!

Administrar o tempo, em tempos de tanta escassez do mesmo é um privilégio a que todos devemos nos permitir. Postergar menos, fazer mais. Deixei brechas, previ um pouco mais para tarefas rápidas e agora tenho espaço para as eventualidades e surpresas (as agradáveis principalmente!).

Quando me planejei antes e previ tudo que precisaria ser feito, desapareceram os pensamentos invasivos de tarefas que precisavam ser encaixadas. Veio a sensação de liberdade, tranquilidade e segurança.

Não foi tão difícil e a única diferença é que ando com minha caderneta para cima e para baixo.

Tempo é vida, dinheiro, oportunidade e como tais não deve ser desperdiçado, certo?

segunda-feira, 14 de junho de 2010

ASSISTA AOS JOGOS SEM MARCAR GOL CONTRA


Chegaram os jogos da copa e com eles as deliciosas comemorações. O país pára e as ruas se esvaziam. Todos juntos, em algum lugar deste imenso território, estão no mesmo ritmo, com as mesmas ansiedades, torcendo, gritando, bebendo, xingando... Opa! Tudo isso mesmo?
É claro que esperamos quatro longos anos pela chance de torcermos com toda alma pela nossa Seleção e devemos! Porém, algumas empresas, prevendo o horário não tão amigável dos jogos, já se preveniram, providenciaram telões ou até reservaram mesas em algum barzinho próximo para que você possa assistir aos jogos e, naturalmente voltar a trabalhar.
Algumas, mesmo com a mesa de bar reservada recomendam que os funcionários não bebam durante o jogo ou se exaltem demais. Claro que já há chiados por todos os lados, afinal é dia de jogo!! Teoricamente pode-se fazer tudo? Nem teoricamente.
A recomendação é a mesma para qualquer festa que envolva a empresa: manter a linha é imperativo. A imagem que você passa em um dia como este é marcante e, a menos que você deseje que a dança que você fez com a garçonete seja lembrada até as gerações vindouras da empresa, vale à pena preservar-se.
Reserve os palavrões e frases duvidosas para uma outra ocasião. Quem sabe a final, quando estará em casa, no sossego do lar e onde quase ninguém te ouvirá. É uma questão de escolha. Que cada um faz o que quer todo mundo sabe. Mas, fica a pergunta: você está preparado para as consequências?
A questão do álcool, principalmente para quem volta a trabalhar depois do jogo é preocupante. Terminado o jogo, todos retornam aos seus postos, quase tudo volta ao normal. Quase tudo. Ainda demora um pouco até os ânimos baixarem e até o álcool sair do seu organismo. Manere ou, se não sabe controlar-se, nem beba.
Os gols só devem ser da seleção. Preserve sua imagem, não marque gol contra você mesmo e fique somente com motivos para comemorar!

segunda-feira, 24 de maio de 2010

A verdade que conquista

Quando tem-se um novo cliente e do mesmo quer se conquistar a confiança (e portanto futuros contratos) surgem muitas vezes algumas dúvidas: O que é melhor? Falar a verdade ou o que o cliente quer ouvir? Mostrar seu real limite ou exercer pequenos, médios ou até grandes sacrifícios para futuramente ter ganhos maiores?
Tenho percebido que, principalmente para pequenas empresas fica o receio de mostrar a realidade tanto do cliente quanto própria não por má fé ou qualquer motivo escuso mas simplesmente por insegurança de que, demonstrando algo que eventualmente não seja o que o cliente quer ver, o mesmo preferirá um fornecedor mais "poderoso" ou mais flexível.
Vale a pena pensar que o que o cliente quer, ou melhor, o que todos queremos (pelo menos em sã consciência) é confiar em quem contratamos. E confiança não se conquista com pouco. Conquista-se muitas vezes arriscando a "amizade" mas falando a verdade.
É uma relação de respeito por si próprio: se há confiança em sua própria técnica, em sua competência, fala-se o que está sendo avaliado, claro que de maneira adequada, mas a verdade.
Durante a reforma de nossa casa que é bem antiga aliás, o pedreiro anunciou que seria melhor trocar o forro do teto da sala pois o mesmo estava com problemas. Em face ao orçamento previsto e limitado perguntei a ele "Mas o teto vai cair?" e ele me respondeu bem-humorado "Cair agora, agora eu não posso afirmar. Mas se fosse a senhora, colocaria a TV em outro cômodo.". Perguntei se ele faria o serviço do gesso e ele disse que não, infelizmente não dominava a técnica mas tinha alguns bons profissionais para indicar.
Claro que eu preferiríamos não ter que investir em um teto novo (uma das poucas partes da casa, aliás que aparentemente estava em ordem). Claro que provavelmente teremos que adiar outras providências. Mas o pedreiro continua e muito provavelmente o indicarei para amigos pois confio em seu parecer, apesar de não ter podido me atender em tudo.
Prazos absurdos, pareceres que não são totalmente verdadeiros, preços irrisórios. Quase todos os clientes um dia nos solicitarão uma dessas coisas. Mas é preciso coragem. Coragem e confiança em seu negócio, em sua capacidade, para falar a verdade e continuar existindo de forma sustentável.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Sob Pressão

Elaborando um material sobre comportamento e postura em entrevista de empregos li sobre uma orientação: o que responder quando o entrevistador pergunta "Você trabalha bem sob pressão?".
A orientação é bem clara. Você responde que logicamente não só trabalha bem como até é estimulado quando a pressão é maior.
...
Por alguns instantes fiquei refletindo as verdades, enganos e mentiras que fazem parte desta pergunta. Primeiro, nem sei porque se pergunta ainda isso. Talvez fosse melhor deixar para avaliar este item em uma dinâmica.
Segundo, refleti sobre a pressão em si e seus resultados. Lembrei-me dos momentos em que estou sob pressão e refleti que realmente bem ou mal o trabalho sai! Nem que seja para depois ser melhor apurado, melhor desenvolvido, relido, enfim.
Quando não tem pressão, os pedaços do trabalho são feitos em partes, languidamente, me lembrando aquela música do Vinícius "Um velho calção de banho, o dia prá vadiar..."
Como é politicamente correto vou dizer que essa é a minha impressão sobre meu trabalho mas, se fosse pular esta parte, diria que a maioria dos brasileiros é assim: espalha seu trabalho pelo dia de acordo com a urgência. E por isso acabamos sempre deixando para a última hora onde, inevitavelmente, acaba existindo pressão. E isto me leva a deduzir que a maioria de nós adora uma pressãozinha. (então não estamos mentindo em entrevistas, afinal!)
Enfim. Mas isso tudo quando o trabalho depende de nós.
E quando não depende só de você? Como funciona a pressão de tempo, de dinheiro, de perdas significativas? Você está pressionado e sem muita possibilidade de ação. E aí?
Neste ponto verificamos quem tem maior ou menor resiliência. Quem consegue sobreviver realmente sem esmorecer ou desistir até que possa agir e ver os resultados.
Torna-se fundamental conhecer-se, analisar a situação com cuidado, verificar possibilidades e saídas. É quando aquela famosa oração torna-se tão útil ... "...Serenidade necessária para aceitar as coisas que não podemos modificar, Coragem para modificar aquelas que podemos e Sabedoria para distinguirmos umas das outras.".
Amém e ponto final.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Sobre a produção de bons trabalhos...
Me acanha, inibe, me bloqueia quando há hora marcada para produzir um trabalho que precisa de criação, raciocínio, etc. Se me reservo um tempo e digo "agora vou trabalhar e produzir aquilo", parece que aperto o botão do bloqueio.
Faço tudo: pesquiso, converso, penso, espreguiço. Mas o trabalho mesmo sai como a gota daquele pano que já foi infinitas vezes espremido. Sofriiiiido.
No meu mundo de avessos, o trabalho surge quando não é a sua hora: no meio de um seminário, quase na hora de dormir, no ônibus, no intervalo, durante uma reunião. Ou até em um momento em que quero me esconder e o único lugar seguro é atrás de qualquer pedaço de papel e caneta (escudo e espada). Quando estou mais chic e preparada, é atrás do laptop mesmo.
Quando não se tem mais nada para fazer (sim, eu me reservo o tempo do nada), eu olho para o céu, teto ou coisa que o valha e os pensamentos e ideias pipocam: hora de produzir.
Cada um tem sua hora, seu jeito, sua forma de fazer um bom trabalho...e a hora certa é a de cada um...porque afinal de contas, somos muito, mas não totalmente "normatizáveis".
Diversidade.