Bem, após algum silêncio, seguem algumas reflexões sobre uma realidade um tanto comum na qual venho reparando e com que me deparei fortemente nas últimas semanas:
Por que razão será que o trabalhador que é a operação do negócio fica, normalmente (que se faça justiça aos que têm uma visão diferente) deixado em segundo plano nas empresas?
O que verifico em alguns locais que visito é que, em geral, ao administrativo se reservam as melhores salas, instalações, ar condicionado, etc (cadeiras anatômicas, café quentinho a toda hora, por exemplo) e ao pessoal que faz o produto final ou que presta o serviço que é a razão de existir daquela empresa, em geral há maiores dificuldades burocráticas, piores instalações, pouco acesso à direção e pouca voz.
Não gostaria de me limitar ao por que, lembrando daquele texto anterior "me pergunte o que ao invés de por que" mas me dá uma cosquinha imaginativa e o que mais me parece é que não se dá voz "ao povo de frente" por medo. Medo de que vejam seu verdadeiro valor, de que ganhem voz e de alguma forma se empoderem do que é realmente deles. Pois, se o padeiro parar de fazer pão...já se sabe o que acontece com a padaria. Ele pode até ser substituído mas não sem um período de confusão.
O resultado é nítido: trabalhadores ganhando mal, sentindo-se pouco valorizados e loucos para fazerem qualquer coisa a trabalhar naquele local que pouco os valoriza. Se estão lá, estão como se fossem presos (pela estabilidade, salário certo ou outro motivo qualquer) e o risco...ah...que poucos líderes vêem também...o risco vai para a qualidade do atendimento, do produto; vai para a negligência, o pouco caso, o corpo mole e aí ouvimos "não sei mais o que fazer com esse pessoal preguiçoso!!". Há! Vem cá que eu te conto.
Alguns locais já descobriram a mágica de bem tratar quem trata e cuida diretamente de seus clientes. Quem já descobriu o verdadeiro valor do termo "cliente interno" e estes têm resultado positivo certo. Pessoas que não trocam aquela ocupação por nada, pois sentem que por elas é feito até mais do que elas oferecem. E retribuem.
Mais uma vez fica a dica: experimente! Se é você que está na linha de frente, dê a dica a quem possa interessar e, se este assim mesmo não se "tocar", acredite...há quem já aplique esta teoria e pode estar esperando por alguém como você, que valoriza ser valorizado.
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
Pontos Altos
Sempre fui uma pessoa de listas. Já cheguei até a escrevê-las na mão para não correr o risco de esquecer nada. Lista do que fazer, do que não esquecer, das tarefas, de passos, planejamento.
Recentemente. um amigo me falou sobre a importância de uma lista que não imaginei pudesse ser tão importante e me trouxesse coisas tão benéficas: lista de coisas que aconteceram comigo e foram boas.
Comecei então a escrever em uma cadernetinha quase todo final de dia sobre aquilo que deu certo, que foi positivo, coisas que aconteceram e que me ajudaram de alguma forma. Lista de coisas boas que passaram por mim: alguém que ligou, um trabalho interessante para o qual fui chamada, uma conversa produtiva, uma pessoa que encontrei, coisas que ganhei, um abraço dado, um bom sentimento ou um pôr do sol que tive a sorte de notar.
Foi muito impressionante quando me dei conta do quanto não guardo na cabeça o que dá certo ou que é bom. Ouvi uma vez um comentário de que temos muito mais facilidade de guardar aquilo que não foi bom, que falamos "sem querer", os fracassos, os "nãos" e as impossibilidades. Ou seja, a dor dos "tombos que levamos" fica muito mais tempo gravada na memória que o prazer das "pingas que tomamos".
E talvez, só escrevendo e registrando, consigamos nos dar conta do quanto coisas boas nos ocorrem todos os dias. Do quanto acertamos ou somos abençoados por bons acontecimentos.
O lado bom disso: ao termos consciência e nos lembrarmos que coisas boas acontecem, temos mais força para persistir pois temos comprovações de que o caminho é o certo, de que nossos esforços estão rendendo resultados, que a boa sorte nos sorri todos os dias. Naturalmente, esse bem estar se reflete em mais benefícios num ciclo positivo e realimentado. Seria um feedback positivo diário para si mesmo.
Durante este processo, me lembrei de um filme no qual os pais, ao final do dia, perguntavam ao filho: quais foram os pontos baixos do seu dia? E os pontos altos?
Pontos baixos para serem analisados e gerarem aprendizados. Pontos Altos para serem comprovados e comemorados.
Celebrar sempre, sem economia...pois os pequenos acontecimentos e passos são o começo das grandes realizações, não é mesmo?
Boa semana! Bons acontecimentos para você!
(Imagem: FIHI-POSITIVE-VIBRATIONS - http://www.toyism.com/home/archives/languid-chessture)
Recentemente. um amigo me falou sobre a importância de uma lista que não imaginei pudesse ser tão importante e me trouxesse coisas tão benéficas: lista de coisas que aconteceram comigo e foram boas.
Comecei então a escrever em uma cadernetinha quase todo final de dia sobre aquilo que deu certo, que foi positivo, coisas que aconteceram e que me ajudaram de alguma forma. Lista de coisas boas que passaram por mim: alguém que ligou, um trabalho interessante para o qual fui chamada, uma conversa produtiva, uma pessoa que encontrei, coisas que ganhei, um abraço dado, um bom sentimento ou um pôr do sol que tive a sorte de notar.
Foi muito impressionante quando me dei conta do quanto não guardo na cabeça o que dá certo ou que é bom. Ouvi uma vez um comentário de que temos muito mais facilidade de guardar aquilo que não foi bom, que falamos "sem querer", os fracassos, os "nãos" e as impossibilidades. Ou seja, a dor dos "tombos que levamos" fica muito mais tempo gravada na memória que o prazer das "pingas que tomamos".
E talvez, só escrevendo e registrando, consigamos nos dar conta do quanto coisas boas nos ocorrem todos os dias. Do quanto acertamos ou somos abençoados por bons acontecimentos.
O lado bom disso: ao termos consciência e nos lembrarmos que coisas boas acontecem, temos mais força para persistir pois temos comprovações de que o caminho é o certo, de que nossos esforços estão rendendo resultados, que a boa sorte nos sorri todos os dias. Naturalmente, esse bem estar se reflete em mais benefícios num ciclo positivo e realimentado. Seria um feedback positivo diário para si mesmo.
Durante este processo, me lembrei de um filme no qual os pais, ao final do dia, perguntavam ao filho: quais foram os pontos baixos do seu dia? E os pontos altos?
Pontos baixos para serem analisados e gerarem aprendizados. Pontos Altos para serem comprovados e comemorados.
Celebrar sempre, sem economia...pois os pequenos acontecimentos e passos são o começo das grandes realizações, não é mesmo?
Boa semana! Bons acontecimentos para você!
(Imagem: FIHI-POSITIVE-VIBRATIONS - http://www.toyism.com/home/archives/languid-chessture)
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
Momento de Recuar
Quando eu tinha por volta de uns 14 anos mais ou menos, tocou a sirene de final do recreio no colégio e saí correndo desembestada (sei lá porque eu queria tanto voltar logo para a aula mas enfim...); no meio do caminho havia uma rede de voleibol estendida e eu "enganchei" o rosto naquilo pois não havia abaixado o suficiente para passar.
Ao invés de inteligentemente recuar e passar com mais calma e com a cabeça mais baixa, eu insisti e fui puxando e puxando a rede (com a cara) até ela ficar beeeem esticadinha e voltar com tudo, arranhando metade do meu rosto. Resultado que parecia que eu havia brigado com um gato. Ficou uma cruz marcada num olho, na testa, um horror.
Não só neste episódio mas em outros, percebia a dificuldade minha e dos outros em recuar. Se eu andei já 5 km, não posso "desperdiçar" isto. Então eu andarei 20km a mais do que o necessário para não desperdiçar os 5 anteriores. Algo assim.
Saber voltar atrás, reconhecer o erro, dar a volta, retornar. Parar. Neste mundo em que tudo é tão corrido, esta prática fica sempre mais e mais difícil. Entretanto percebo que, passados muitos anos desde o episódio acima e percebendo a necessidade de recuo, qunado o faço, a sensação de alívio é (juro!) de economia.
Sinto que me poupei e creio que esta sensação vem principalmente de saber quanto vale 5 e quanto vale 20. Além de que hoje, sei também que 5 andados à toa não necessariamente representam uma perda. Muito pelo contrário, pode ser um ganho de experiência, algo que não irá se repetir nem hoje nem nunca mais pois a lição foi aprendida.
Parar e retornar. Sempre que necessário. Acredite: a paisagem de volta sempre é diferente da de ida e a volta pode significar ganhos além de evitar perdas maiores.
(imagem: JB Online)
Ao invés de inteligentemente recuar e passar com mais calma e com a cabeça mais baixa, eu insisti e fui puxando e puxando a rede (com a cara) até ela ficar beeeem esticadinha e voltar com tudo, arranhando metade do meu rosto. Resultado que parecia que eu havia brigado com um gato. Ficou uma cruz marcada num olho, na testa, um horror.
Não só neste episódio mas em outros, percebia a dificuldade minha e dos outros em recuar. Se eu andei já 5 km, não posso "desperdiçar" isto. Então eu andarei 20km a mais do que o necessário para não desperdiçar os 5 anteriores. Algo assim.
Saber voltar atrás, reconhecer o erro, dar a volta, retornar. Parar. Neste mundo em que tudo é tão corrido, esta prática fica sempre mais e mais difícil. Entretanto percebo que, passados muitos anos desde o episódio acima e percebendo a necessidade de recuo, qunado o faço, a sensação de alívio é (juro!) de economia.
Sinto que me poupei e creio que esta sensação vem principalmente de saber quanto vale 5 e quanto vale 20. Além de que hoje, sei também que 5 andados à toa não necessariamente representam uma perda. Muito pelo contrário, pode ser um ganho de experiência, algo que não irá se repetir nem hoje nem nunca mais pois a lição foi aprendida.
Parar e retornar. Sempre que necessário. Acredite: a paisagem de volta sempre é diferente da de ida e a volta pode significar ganhos além de evitar perdas maiores.
(imagem: JB Online)
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
JÁ ESCOLHEU OU NEM QUER OUVIR FALAR?
Dia 3 de outubro está quase chegando. Já escolheu seus representantes? Pediu opinião, pesquisou, pensou e, principalmente, anotou em um local seguro quem são seus candidatos?
Pois então: já faz alguns anos venho percebendo a forte tendência que temos para reclamar. Reclamamos de quase tudo que nos cerca e que ao menos à primeira vista não depende de nós para mudar. Reclamamos das políticas de nossas empresas, das condições de trabalho, da sujeirada em Brasília ou em qualquer local onde os políticos estejam. Reclamamos aos quatro ventos das atitudes e erros daqueles que estão acima de nós. Que representam nosso setor de trabalho, nosso bairro, nossa comunidade, cidade e país.
Ocorre que, na hora de opinar nós mesmos nos omitimos por medo ou preguiça. Outro dia eu escutei "Creeedo Priscila!! Você assiste horário eleitoral? Não tem nada melhor para fazer?"
Olha, tenho sim. Milhões de coisas melhores para fazer mas, este ano, decidi fazer diferente e disponibilizar 50 minutos a cada dois ou três dias para assistir ao Horário Eleitoral Gratuito e ter mais dicas de quem eu escolheria para me representar. Garanto que mal não faz, nem arranca pedaços. De mim particularmente, o horário eleitoral arrancou boas risadas (algumas coisas são realmente hilariantes), muita revolta (porque palhaçada tem limite também) e muito esclarecimento. Descobri pessoas cujo trabalho eu já admirava e que estão se candidatando. Com isso, deu tempo de escolher, de indicar para outros e de anotar. Porque precisamos cobrar. Isso faz parte.
Tenho gostado muito das propagandas do TRE, principalmente aquela do processo seletivo em que um rapaz faz as mesmas perguntas que tantos de nós já ouviram em uma entrevista. Pois é pessoal: agora temos algum poder. E olha só que este poder que muitos passam anos reclamando por não ter, quando é dado, é sumariamente desperdiçado com "Ah!! Detesto política!!". Detesta também ter alguma chance de melhorar a saúde, educação, a segurança em sua cidade, seu estado, seu país? Eu não!
Outro dia precisei tomar uma vacina em um postinho de saúde. Normalmente mesmo para quem não tem carteirinha do SUS este procedimento é bem tranquilo mas eu ouvi "Olha, para os nossos pacientes, nós aplicamos nestas condições. Se não é paciente NOSSO, então tem que esperar mais X tempo."............ Oi?! Eu escutei bem "NOSSOS PACIENTES"? Quem paga uma super quantia de imposto durante o ano é quem mesmo?? Ah! Eu, né? Então eu sou vosso paciente também.
Essas coisas são as pequenas que temos como mudar mais facilmente, cobrar, etc, pois são políticas locais. As grandes também temos como uma vez que, feita muita pressão e, principalmente lembrando de em quem você votou e cobrando, o efeito é bem maior do que não haver cobrança nenhuma.
Temos a terrível mania do "deixa quieto". Não cobrar, contornar e cotentar-se com migalhas. Em tudo, não somente em relação à política, este é um traço do povo brasileiro: não cobra e não fala quando é a hora mas adooooora reclamar pelas costas. Adiantou alguma vez?
Enquanto você tem que cuidar de qualquer doença sua contornando o SUS ou o Plano de Saúde para saber se seu caso é reembonsável, urgente ou emergência, é com seu dinheiro que todos os políticos seguem lépidos e trépidos rumo ao Sírio Libanês para qualquer dor de garganta enquanto você pensa "Ah...queria tanto que meu plano cobrisse o Sírio". Ele está lá com seu dinheiro, sabia? E você deveria cobrar por ter qualidade no seu atendimento de saúde, seja ele qual for e não somente querer ganhar mais para poder frequentar o mesmo local que eles. Você já paga por isso.
Vamos ser mais responsáveis. Vamos fazer nossa parte. Falta pouco tempo mas ainda dá para fazer uma escolha consciente e participar efetivamente dos rumos da nossa sociedade nos próximos anos.
Ser cidadãos não só por obrigação, mas diariamente...
BOA SEMANA!!!
(site da imagem: varzeanovanews.blogspot.com)
Pois então: já faz alguns anos venho percebendo a forte tendência que temos para reclamar. Reclamamos de quase tudo que nos cerca e que ao menos à primeira vista não depende de nós para mudar. Reclamamos das políticas de nossas empresas, das condições de trabalho, da sujeirada em Brasília ou em qualquer local onde os políticos estejam. Reclamamos aos quatro ventos das atitudes e erros daqueles que estão acima de nós. Que representam nosso setor de trabalho, nosso bairro, nossa comunidade, cidade e país.
Ocorre que, na hora de opinar nós mesmos nos omitimos por medo ou preguiça. Outro dia eu escutei "Creeedo Priscila!! Você assiste horário eleitoral? Não tem nada melhor para fazer?"
Olha, tenho sim. Milhões de coisas melhores para fazer mas, este ano, decidi fazer diferente e disponibilizar 50 minutos a cada dois ou três dias para assistir ao Horário Eleitoral Gratuito e ter mais dicas de quem eu escolheria para me representar. Garanto que mal não faz, nem arranca pedaços. De mim particularmente, o horário eleitoral arrancou boas risadas (algumas coisas são realmente hilariantes), muita revolta (porque palhaçada tem limite também) e muito esclarecimento. Descobri pessoas cujo trabalho eu já admirava e que estão se candidatando. Com isso, deu tempo de escolher, de indicar para outros e de anotar. Porque precisamos cobrar. Isso faz parte.
Tenho gostado muito das propagandas do TRE, principalmente aquela do processo seletivo em que um rapaz faz as mesmas perguntas que tantos de nós já ouviram em uma entrevista. Pois é pessoal: agora temos algum poder. E olha só que este poder que muitos passam anos reclamando por não ter, quando é dado, é sumariamente desperdiçado com "Ah!! Detesto política!!". Detesta também ter alguma chance de melhorar a saúde, educação, a segurança em sua cidade, seu estado, seu país? Eu não!
Outro dia precisei tomar uma vacina em um postinho de saúde. Normalmente mesmo para quem não tem carteirinha do SUS este procedimento é bem tranquilo mas eu ouvi "Olha, para os nossos pacientes, nós aplicamos nestas condições. Se não é paciente NOSSO, então tem que esperar mais X tempo."............ Oi?! Eu escutei bem "NOSSOS PACIENTES"? Quem paga uma super quantia de imposto durante o ano é quem mesmo?? Ah! Eu, né? Então eu sou vosso paciente também.
Essas coisas são as pequenas que temos como mudar mais facilmente, cobrar, etc, pois são políticas locais. As grandes também temos como uma vez que, feita muita pressão e, principalmente lembrando de em quem você votou e cobrando, o efeito é bem maior do que não haver cobrança nenhuma.
Temos a terrível mania do "deixa quieto". Não cobrar, contornar e cotentar-se com migalhas. Em tudo, não somente em relação à política, este é um traço do povo brasileiro: não cobra e não fala quando é a hora mas adooooora reclamar pelas costas. Adiantou alguma vez?
Enquanto você tem que cuidar de qualquer doença sua contornando o SUS ou o Plano de Saúde para saber se seu caso é reembonsável, urgente ou emergência, é com seu dinheiro que todos os políticos seguem lépidos e trépidos rumo ao Sírio Libanês para qualquer dor de garganta enquanto você pensa "Ah...queria tanto que meu plano cobrisse o Sírio". Ele está lá com seu dinheiro, sabia? E você deveria cobrar por ter qualidade no seu atendimento de saúde, seja ele qual for e não somente querer ganhar mais para poder frequentar o mesmo local que eles. Você já paga por isso.
Vamos ser mais responsáveis. Vamos fazer nossa parte. Falta pouco tempo mas ainda dá para fazer uma escolha consciente e participar efetivamente dos rumos da nossa sociedade nos próximos anos.
Ser cidadãos não só por obrigação, mas diariamente...
BOA SEMANA!!!
(site da imagem: varzeanovanews.blogspot.com)
terça-feira, 7 de setembro de 2010
Fim de Feriado
Terminou o feriado e quantos conseguem olhar para a quarta-feira de trabalho com algum entusiasmo? A volta à rotina pode ser um peso ou fonte de alegria dependendo de como esteja a situação da pessoa em relação à sua vida profissional. O ânimo ao final deste 7 de setembro é um ótimo termômetro.
A vida é curta e, não importa o que façamos, o tempo tem passado extremamente rápido. De meta em meta lá se vai o mês, o trimestre, o ano...e mal percebemos o que aconteceu conosco além de um ou outro fio de cabelo branco a mais. Se não olharmos para além disso, corremos o risco de passarmos a vida toda ansiando por feriados e lamentando o término deles como se o único refresco que a vida nos desse fossem os feriados, férias e finais de semana.
A vida tem muito mais a oferecer que isso. E qualquer um de nós pode ir atrás. Não se contente em ter "prazer profissional" apenas às sextas-feiras. Procure pelo motivo de seu trabalho não lhe dar o prazer devido. Pergunte-se onde está aquilo que falta para sua autorealização e busque. Não deixe o tempo passar simplesmente enquanto você marca passo no mesmo lugar, fazendo as coisas sempre do mesmo jeito.
Estabeleça seu objetivo, trace metas alcançáveis e estabeleça ações semanais para cumpri-las. Assim ficará muito mais fácil conseguir atingir seus sonhos e viver muito mais dias de prazer que somente sextas e feriados.
Não delegue seu crescimento profissional a terceiros e não os responsabilize pelos acontecimentos não serem aqueles que você espera pois você é o único que pode realmente mudar e buscar alternativas que o satisfaçam, sejam estas no mesmo lugar, em outro ou até exercendo uma atividade totalmente diferente da atual.
Lembre-se que a cada dia de trabalho que termina, muitos de nós falamos "mais um dia" quando, na verdade, é menos um dia.
Menos um dia de vida que você terá até o final.
Sendo assim, pense: você o viveu como gostaria? Fez coisas que lhe trouxeram satisfação, falou com quem precisava? Qual a sensação que teve ao final de menos um dia? Frustração ou satisfação por um dia bem vivido?
Boa quarta-feira! Com novos ou velhos sonhos e caminhando com mais assertividade em direção aos mesmos.
A vida é curta e, não importa o que façamos, o tempo tem passado extremamente rápido. De meta em meta lá se vai o mês, o trimestre, o ano...e mal percebemos o que aconteceu conosco além de um ou outro fio de cabelo branco a mais. Se não olharmos para além disso, corremos o risco de passarmos a vida toda ansiando por feriados e lamentando o término deles como se o único refresco que a vida nos desse fossem os feriados, férias e finais de semana.
A vida tem muito mais a oferecer que isso. E qualquer um de nós pode ir atrás. Não se contente em ter "prazer profissional" apenas às sextas-feiras. Procure pelo motivo de seu trabalho não lhe dar o prazer devido. Pergunte-se onde está aquilo que falta para sua autorealização e busque. Não deixe o tempo passar simplesmente enquanto você marca passo no mesmo lugar, fazendo as coisas sempre do mesmo jeito.
Estabeleça seu objetivo, trace metas alcançáveis e estabeleça ações semanais para cumpri-las. Assim ficará muito mais fácil conseguir atingir seus sonhos e viver muito mais dias de prazer que somente sextas e feriados.
Não delegue seu crescimento profissional a terceiros e não os responsabilize pelos acontecimentos não serem aqueles que você espera pois você é o único que pode realmente mudar e buscar alternativas que o satisfaçam, sejam estas no mesmo lugar, em outro ou até exercendo uma atividade totalmente diferente da atual.
Lembre-se que a cada dia de trabalho que termina, muitos de nós falamos "mais um dia" quando, na verdade, é menos um dia.
Menos um dia de vida que você terá até o final.
Sendo assim, pense: você o viveu como gostaria? Fez coisas que lhe trouxeram satisfação, falou com quem precisava? Qual a sensação que teve ao final de menos um dia? Frustração ou satisfação por um dia bem vivido?
Boa quarta-feira! Com novos ou velhos sonhos e caminhando com mais assertividade em direção aos mesmos.
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
Desacordo
Tanto ouvimos falar da importância de se manter a palavra, apesar da quantidade de vezes que as pessoas simplesmente ignoram este item. Acordo, palavra, dar a mão, contrato no "fio do bigode".
Quando uma pessoa, seja ela profissional ou não, se compromete, a outra parte deposita naquele acordo a confiança de que o que foi acordado acontecerá. Frases como "não se preocupe pois vou honrar com a minha palavra" são ditas e em geral se acredita nisso havendo ou não um contrato o que, pessoalmente, eu penso que nem deveria ser necessário, apesar de hoje ser indispensável.
Entretanto, na segunda curva de dificuldade muitas pessoas simplesmente desistem. Viram para a parte e falam "olha, sinto muito mas não vou conseguir cumprir o que foi combinado". Simples, rápido, prático e o abacaxi cai no colo do outro. O que surpreende é que quando se fecha um acordo em que há vantagens para todos os lados, sempre há pessoas de postura ereta, voz grossa e mão firme, além da rápida caneta para assinar (ou não). Mas, quando se vai desistir, o jogo é ágil e nem se é lembrado do aperto de mão, da confiança depositada ou até do abraço dado.
Tudo se esvai no esquecimento e é plantada a amarga sensação de que era tudo falso.
Não sei se a intenção é falsa nestes momentos. Talvez as pessoas realmente queiram terminar o que prometem. Mas a sensação é que hoje são crianças a fazerem acordos. Fácil apertar a mão, difícil cumprir a sua parte (e quase sempre é) e muito mais fácil largar as coisas pela metade, lamentando profundamente e deixando não só um vazio mas aquela dúvida em relação à humanidade: piorou ou sempre foi assim?
Quando uma pessoa, seja ela profissional ou não, se compromete, a outra parte deposita naquele acordo a confiança de que o que foi acordado acontecerá. Frases como "não se preocupe pois vou honrar com a minha palavra" são ditas e em geral se acredita nisso havendo ou não um contrato o que, pessoalmente, eu penso que nem deveria ser necessário, apesar de hoje ser indispensável.
Entretanto, na segunda curva de dificuldade muitas pessoas simplesmente desistem. Viram para a parte e falam "olha, sinto muito mas não vou conseguir cumprir o que foi combinado". Simples, rápido, prático e o abacaxi cai no colo do outro. O que surpreende é que quando se fecha um acordo em que há vantagens para todos os lados, sempre há pessoas de postura ereta, voz grossa e mão firme, além da rápida caneta para assinar (ou não). Mas, quando se vai desistir, o jogo é ágil e nem se é lembrado do aperto de mão, da confiança depositada ou até do abraço dado.
Tudo se esvai no esquecimento e é plantada a amarga sensação de que era tudo falso.
Não sei se a intenção é falsa nestes momentos. Talvez as pessoas realmente queiram terminar o que prometem. Mas a sensação é que hoje são crianças a fazerem acordos. Fácil apertar a mão, difícil cumprir a sua parte (e quase sempre é) e muito mais fácil largar as coisas pela metade, lamentando profundamente e deixando não só um vazio mas aquela dúvida em relação à humanidade: piorou ou sempre foi assim?
Escolhas e Reescolhas de Carreira
Fui convidada por um colégio a dar uma palestra na semana passada sobre Mercado de Trabalho para o pessoal que está prestando vestibular e fazendo suas escolhas de profissão. Inicialmente, pensei sobre o óbvio: falar quais as profissões mais quentes ou menos, qual paga mal ou bem, tem maior empregabilidade, etc.
Felizmente a Você SA saiu na frente e fez uma publicação só sobre isso. Isenta de falar sobre esta vertente do mercado, coloquei-me a pensar sobre o que então eu falaria e aí saíram dois tópicos:
1) O que o mercado de trabalho oferece enquanto estilo de vida para cada profissão.
Você escolhe a profissão normalmente pela atividade pontual da mesma (médicos cuidam da saúde das pessoas, administradores gerenciam empresas, advogados defendem causas na justiça, etc). Mas já parou para pensar que poucos de nós, lá atrás, olhamos algo além do Guia do Estudante e fomos pesquisar que tipo de vida afinal, cada profissional tende a levar em uma determinada área?
2) O que o mercado de trabalho espera de você.
Da mesma forma, não pensando somente em técnica, mas principalmente em comportamento profissional. Na lista não havia idiomas, faculdades, áreas, experiência, etc. Somente comportamentos que provavelmente são desejados por qualquer tipo de organização.
Vale à pena pensar por este lado e enxergarmos nossas carreiras de uma forma mais integral. Se já fizemos nossa escolha inicial lá atrás, no século passado talvez, que tal pararmos para pensar nas escolhas que podemos fazer daqui para frente?
Reestruturar nossas vidas dentro da atual profissão ou nos planejando para iniciar um novo caminho mas, claro, planejando e pesquisando bem antes. Preparando-se integralmente. Que tipo de vida eu quero levar daqui para frente? Quanto tempo quero ter para a minha família, amigos, esporte, lazer, hobbies abandonados? Em que tipo de empresa quero trabalhar ou como seria talvez trabalhar por conta própria?
"O trabalho que for exercer é aquilo que você vai construir, aquilo em que se verá. A sua criação, na qual você cria a si mesmo à medida em que cria o mundo." (Cortella, Mario S.)
Sempre é tempo de recomeçar.
(site da figura: psicologaonline.com.br)
Felizmente a Você SA saiu na frente e fez uma publicação só sobre isso. Isenta de falar sobre esta vertente do mercado, coloquei-me a pensar sobre o que então eu falaria e aí saíram dois tópicos:
1) O que o mercado de trabalho oferece enquanto estilo de vida para cada profissão.
Você escolhe a profissão normalmente pela atividade pontual da mesma (médicos cuidam da saúde das pessoas, administradores gerenciam empresas, advogados defendem causas na justiça, etc). Mas já parou para pensar que poucos de nós, lá atrás, olhamos algo além do Guia do Estudante e fomos pesquisar que tipo de vida afinal, cada profissional tende a levar em uma determinada área?
2) O que o mercado de trabalho espera de você.
Da mesma forma, não pensando somente em técnica, mas principalmente em comportamento profissional. Na lista não havia idiomas, faculdades, áreas, experiência, etc. Somente comportamentos que provavelmente são desejados por qualquer tipo de organização.
Vale à pena pensar por este lado e enxergarmos nossas carreiras de uma forma mais integral. Se já fizemos nossa escolha inicial lá atrás, no século passado talvez, que tal pararmos para pensar nas escolhas que podemos fazer daqui para frente?
Reestruturar nossas vidas dentro da atual profissão ou nos planejando para iniciar um novo caminho mas, claro, planejando e pesquisando bem antes. Preparando-se integralmente. Que tipo de vida eu quero levar daqui para frente? Quanto tempo quero ter para a minha família, amigos, esporte, lazer, hobbies abandonados? Em que tipo de empresa quero trabalhar ou como seria talvez trabalhar por conta própria?
"O trabalho que for exercer é aquilo que você vai construir, aquilo em que se verá. A sua criação, na qual você cria a si mesmo à medida em que cria o mundo." (Cortella, Mario S.)
Sempre é tempo de recomeçar.
(site da figura: psicologaonline.com.br)
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